O Mapa de Hidroquímica dos Mananciais Subterrâneos da Região Nordeste do Brasil reúne um acervo de 10.478 análises físico-químicas– todas procedentes de poços tubulares – e delimita domínios quimicamente homogêneos com relação à potabilidade, aos fáciesquímicos e à adequabilidade das águas para uso na irrigação. Os laudos químicos foram incorporados a um banco de dados (elaboradoem Access), onde – utilizando aplicativos – foram classificados, segundo os critérios acima citados. Essas determinaçõesforam migradas e georreferenciadas no GeoMedia, onde foi desenvolvido um minucioso trabalho de individualização de zonas quimicamentehomogêneas, utilizando critérios geológicos, fisiográficos e hidrogeológicos, que permitiram a demarcação de unidades queguardam características mais ou menos similares no âmbito de seus limites. A conjugação dos temas numa única carta só foipossível com a utilização de cores (tipos químicos), hachuras (classes de potabilidade) e símbolos (classes de irrigação)– artifícios visuais que permitem ao usuário uma visão global das características químicas das águas subterrâneas desta região.Na classificação dos tipos químicos de água foi utilizado o Diagrama Triangular de Feré, onde são confrontados os percentuaisrelativos (em meq/l) dos principais cátions (Ca, Mg, Na e K) e ânions (Cl, HCO3, SO4 e NO3) presentes em cada uma das amostras.A potabilidade das águas subterrâneas foi avaliada em termos de suas características físico-químicas e balizada a partirda utilização dos parâmetros estabelecidos por Schoeller (Cálcio, Sódio, Magnésio, Cloreto, Sulfatos e Resíduo Seco), os quaisdefinem seis classes de potabilidade: boa, passável, medíocre, má, momentânea e não-potável.Na avaliação das águas para fins de uso na irrigação foi utilizada a classificação americana do U.S. Salinity Laboratory,que relaciona os valores da Condutividade Elétrica (C) e da Razão de Adsorção de Sódio (SAR), estabelecendo recomendaçõesde uso para diversos tipos de solos e culturas vegetais.